Fui demitida 3 vezes para nunca mais!

Fui demitida 3 vezes na minha vida.


Eu digo que a reação que a gente tem é sempre inesperada, igual um assalto. Você só sabe como vai reagir (ou se não fará nada) no momento que acontece.


1a demissão:


O motivo foi performance. Já tinha pego por acaso a minha supervisora entrevistando uma candidata para o meu lugar. Também tinha duas amigas que me davam "toques".


O dia foi 10 de Julho de 2003. Minha supervisora me chamou na sala de reunião. Na hora, eu senti que não era coisa boa. Comentei com um colega que estava indo falar com a chefe e que estava com um certo medo.


Entrei na sala tremendo. E então ela fez a minha demissão. Na hora, eu fiz cara de naturalidade e ainda agradeci pelos 10 meses que estive lá. Perguntei até quando deveria ficar. Já tinha encerrado o expediente e ela disse que no dia seguinte já não precisava mais comparecer.


Eu lembro bem desse dia. Ela foi embora em seguida e eu desabei no choro. Não havia mais ninguém no administrativo, só na produção. Lembro que desci na operação e me despedi com abraço de TODOS os funcionários, no meio de muitas lágrimas. Muitos deles eu havia contratado.


2a demissão:


Essa foi um soco no meu estômago, porque eu amava muito trabalhar lá. Aconteceu 15 dias antes do meu casamento, em 2007.


Recebi a notícia mais uma vez com cara de compreensão. De novo agradeci. Minha coordenadora foi muito delicada. O motivo era reestruturação.


Ela não bloqueou o meu acesso ao computador e não colocou um "jagunço" para observar o que eu estava guardando.


Ao contrário da outra vez, eu não quis me despedir de ninguém. Chorei muito só depois que entrei no elevador ao ir embora.


Obs: A diretora que solicitou a reestruturação foi desligada um dia depois de mim. Sinta o drama!


3a demissão:


Eu achava que isso não poderia acontecer nunca, pois me sentia um pouco "dona" da empresa após tantos anos de casa.


A demissão veio no retorno da minha licença-maternidade, após o almoço. Eu acho que todos já sabiam, porque estavam me evitando.


O motivo foi reestruturação novamente e de novo, agi com naturalidade e compreensão. Minha máquina já estava bloqueada, mas pude arrumar minhas coisas sem "jagunço"observando.


Eu estava transtornada. Até hoje eu não sei o que aconteceu comigo naquele dia, que considero um dos piores da minha vida. Eu fiquei magoada demais com os meus colegas por não terem me dado um alerta (mesmo sabendo que eles não poderiam fazer isso).


Não me despedi de ninguém e não derramei uma única lágrima. Ainda pensei "Chego em casa eu choro em paz". Mas não consegui chorar. Até hoje não entendo.


Todas as minhas demissões foram péssimas experiências, as quais não desejo a ninguém.

Não sinto que aprendi algo. Talvez só essa: pude me conhecer um pouco melhor.


Escrever sobre isso me fez reviver dias ruins, mas acaba sendo libertador, afinal, já passou.


Isabela Cavalheiro - Fundadora do Grupo Trhoca

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