Trabalhar fora da área não é sinal de fracasso!


Começamos a desenhar a nossa carreira perto de 17, 18 anos de idade. Ainda durante o ensino médio, nos vemos obrigados a olhar para as áreas de atuação e buscar alguma identificação - Exatas, Humanas ou Biológicas???


Cedo demais! Começamos a traçar o nosso futuro ainda muito jovens, inexperientes e sem maturidade. No entanto, a pressão da escola, da família e da sociedade nos direcionam para uma tomada de decisão precoce. E muitas vezes nos arrependemos delas.


Uma carreira de sucesso teoricamente deveria começar a ser planejada desde muito cedo. Claro que temos diversos exemplos de sucesso, de quem acertou logo de cara e teve as melhores oportunidades. Mas não é o que ocorre com a maior parte das pessoas.


Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, falava sobre tempos líquidos que vivemos. Antigamente, tudo era muito valorizado pela solidez - caminhos certos, escolhas certas. Mas as mudanças estão acontecendo de maneira muito rápida! Quantos negócios de sucesso desapareceram (lembre-se da Blockbuster) e quantos tiveram que se reinventar para sobrevivência...


A liquidez revela a instabilidade que encontramos no mundo atual. Então por que somos obrigados a ter uma carreira linear? É vergonha atuar fora da área que estudamos?

Nem sempre aquela escolha que fizemos na adolescência é a que percebemos como "certa". Isso porque o autoconhecimento é algo constante e que se constrói conforme o amadurecimento.


Em determinado momento, não conseguimos nos ver trabalhando em empresas, com horários rígidos. Ou simplesmente não conseguimos nos recolocar no mercado. Ou descobrimos uma nova área de interesse depois de muitos anos de caminhada.


Durante a minha trajetória com carreiras, pude ver exemplos de excelentes profissionais em suas áreas de estudo e que, por um motivo ou outro, passaram a desenhar um novo projeto de vida. Conheço uma excelente profissional de RH que hoje é uma Consultora Mary Kay de muito sucesso! E outra que se destaca cada vez mais revendendo Herbalife.


Precisamos encontrar no trabalho a felicidade e a satisfação. Se eu me conheço bem e sei o que preciso para ser feliz fica muito mais fácil desenhar meu projeto de vida. Posso ser mestre e doutora, mas se eu descobrir um sentido e uma paixão na área de vendas, é para lá que eu tenho que ir.


Muitos profissionais descobrem talentos que nem sabia que tinham. Ser um bom vendedor ou um ótimo planejador de finanças...Quantos talentos nós temos além do que estudamos que nem ao menos conhecemos.


Sei que você é bom em muitas coisas (e ruim também), assim como eu. Faça a sua lista e depois leia em voz alta. Pense em tudo aquilo que escreveu. Descubra um novo talento dentro de você e de repente você enxergará a possibilidade de desenhar um novo projeto de vida.


Afinal, vivemos em tempos líquidos!


Isabela Cavalheiro

Psicóloga, orientadora profissional, Diretora do Grupo Trhoca

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